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17 de setembro de 2011

"Atlantis", David Gibbins

Edição: 1
Editora: Planeta
ISBN: 8576651416
Ano: 2006
Páginas: 440

      Neste romance carregado de dados reais e atualizados sobre um dos maiores mistérios da humanidade, o experiente arqueólogo Jack Howard depara-se com pistas que podem levar à cidade perdida, mencionada ainda na Antiguidade pelo filósofo grego Platão, e que representa a utopia do ideal de sociedade, de harmonia e de fartura. Durante milhares de anos, pesquisadores vêm tentando encontrar Atlântida. Um dia o arqueólogo marinho Jack Howard e sua equipe tiveram sorte. Enquanto mergulhavam em busca de um naufrágio do tempo de Homero, encontraram ruínas submersas que pareciam ser de Atlântida. Mas a informação vazou e um grupo de terroristas e mercenários fica sabendo que os segredos da Atlântida estavam prestes a ser revelados. Repentinamente, Jack e sua equipe se vêem envolvidos em um jogo de vida e morte. A revelação teria um alto preço. 

13 de setembro de 2011

"O Casarão", Vicente Reckziegel

Edição: 1
Editora: Multifoco
ISBN: 9788579612732
Ano: 2010
Páginas: 142

    “A curiosidade pode ser o maior bem do ser humano, mas também pode ser sua perdição. Trata-se de uma história de amizade entre quatro adolescentes inseparáveis, que em busca de uma aventura acabam por encontrar um lugar visível somente a eles. Um local que aos poucos vai transformando e distorcendo suas mentes até ocasionar em uma tragédia. Ambientada na década de 80, mostra o universo da adolescência naquela época, permeada pelo terror de um casarão, que esconde forças ocultas há séculos. Aqui não existe Deus ou Diabo, há somente “O Casarão”.”

12 de setembro de 2011

Filme x Livro "Água para elefantes", Sara Gruen

Edição: 1
Editora: Sextante
ISBN: 8599296159
Ano: 2007
Páginas: 336
Sinopse: Desde que perdeu sua esposa, Jacob Jankowski vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Por 70 anos Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora.
     Aos 23 anos, Jacob era um estudante de veterinária. Mas sua sorte muda quando seus pais morrem num acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem ter para onde ir, ele deixa a faculdade antes de prestar os exames finais e acaba pulando em um trem em movimento - o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra.
     Admitido para cuidar dos animais, Jacob sofrerá nas mãos do Tio Al, o empresário tirano do circo, e de August, o ora encantador, ora intratável chefe do setor dos animais.
     É também sob as lonas dos Irmãos Benzini que Jacob vai se apaixonar duas vezes: primeiro por Marlena, a bela estrela do número dos cavalos e esposa de August, e depois por Rosie, a elefanta aparentemente estúpida que deveria ser a salvação do circo.
     "Água para Elefantes" é tão envolvente que seus personagens continuam vivos muito depois de termos virado a última página. Sara Gruen nos transporta a um mundo misterioso e encantador, construído com tamanha riqueza de detalhes que é quase possível respirar sua atmosfera.

Título Original: Water for Elephants
Gênero: Drama
Direção: Francis Lawrence
Estreia no Brasil: 29 de Abril de 2011
Duração: 122 minutos
Elenco: Christoph Waltz (August Rosenbluth)
Robert Pattinson (Jacob Jankowski)
Reese Witherspoon (Marlena Rosenbluth)  
Sinopse: Jacob Jankowski (Hal Holbrook) já passou dos 90 anos e não consegue esquecer seus momentos da juventude nos anos 30, período difícil da economia americana, que o levou a trabalhar num circo. Foi lá, enquanto era jovem (Robert Pattinson) e um ex estudante de Veterinária, que ele conheceu a brutalidade dos homens com seus pares e também com os animais, mas encontrou a mulher por quem se apaixonou. Marlena (Reese Whiterspoon) era a Encantora dos Cavalos, a principal atração e esposa do dono do circo: August (Christoph Waltz) um homem carismático, mas extremamente perigoso quando suas duas paixões estavam em jogo. 

9 de setembro de 2011

"Fantasmas do Século XX", Joe Hill

Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788599296295
Ano: 2009
Páginas: 288
Tradutor: Fernanda Abreu
     "Joe Hill é uma das vozes mais firmes e seguras da nova ficção de terror e fantasia surgidas nos últimos anos.” - Publishers Weekly
      Fantasmas do século XX é muito mais do que um livro – é uma experiência sensorial assustadora e atraente.
Considerado o novo mestre do horror, Joe Hill apresenta 17 contos que passeiam por todas as vertentes da literatura de terror: do sobrenatural ao suspense, do thriller à fantasia.
      Com um texto ágil, ácido, repleto de referências culturais, este livro tem o poder de suscitar sentimentos opostos, fazendo com que o leitor fique ao mesmo tempo aterrorizado com o rumo da história e empolgado com o ritmo da narrativa.
      Em cada conto, por meio da trajetória de cada personagem – um adorável menino inflável; o filho de Van Helsing; um garoto seqüestrado que recebe ligações de um morto; um editor que se vê dentro de um conto de terror; um dono de cinema que se apaixona por um fantasma –, Hill dá vida aos nossos piores pesadelos, nos levando a refletir sobre as atrocidades de que o ser humano é capaz.
Profundos, sensíveis e perturbadores, os contos reunidos nesta coletânea permanecem vivos na mente do leitor até muito tempo depois de ele fechar o livro.


7 de setembro de 2011

"O Dia do Curinga", Jostein Gaarder

Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788571645400
Ano: 2004
Páginas: 378
Tradutor: João Azenha Júnio
      "Você já pensou que num baralho existem muitas cartas de copas e de ouros, outras tantas de espadas e de paus, mas que existe apenas um curinga?", pergunta à sua mãe certa vez a jovem protagonista de O mundo de Sofia.
     Esse é o ponto de partida deste outro livro de Jostein Gaarder, a história de um garoto chamado Hans-Thomas e seu pai, que cruzam a Europa, da Noruega à Grécia, à procura da mulher que os deixou oito anos antes. No meio da viagem, um livro misterioso desencadeia uma narrativa paralela, em que mitos gregos, maldições de família, náufragos e cartas de baralho que ganham vida transformam a viagem de Hans-Thomas numa autêntica iniciação à busca do conhecimento - ou à filosofia.

     O dia do curinga é a história de muitas viagens fantásticas que se entrelaçam numa viagem única e ainda mais fantástica - e que só pode ser feita por um grande aventureiro: o leitor.

     Para quem já leu a obra O Mundo de Sofia do Jostein Gaarder sabe que os seus livros consegue nos prender na história ao mesmo tempo em que nos ensina coisas relacionadas à filosofia de um modo bem fácil de ser assimilado e O Dia do Curinga não deixa nada a desejar nisso.
      A história se passa em cima de todas as cartas dos baralhos dando destaque (lógico) que para o curinga que é a única carta diferente do baralho e com isso consegue ver com mais clareza as coisas que passam ao seu redor.
      Diferente do O Mundo de Sofia, o livro não explica bem sobre filósofos, tirando algumas partes. Ele dá mais destaque para, além de conhecermos a filosofia, nós sermos filósofos e pensarmos um pouco sobre a vida para entendermos quem somos realmente e fazer até perguntas bem complicadas de achar respostas como de onde viemos.
      Para melhorar ainda coisas, o Jostein Gaarder consegue colocar um livro dentro da história em si o que deixa a dinâmica bem legal e é nesse livrinho que aparece que conseguimos tirar toda a filosofia essencial do livro em si.
      Já vi muitas pessoas falando que O Mundo de Sofia era um livro meio maçante e que não conseguiram ler até o final ou que não agradou muito a leitura, mas O Dia do Curinga consegue ser bem mais leve e consequentemente mais agradável a leitura.
      Por todo o livro nos perguntamos o porquê da história começar com o pai e o filho indo buscar a mãe que saiu de casa a oito anos tentando se achar e eu garanto que a resposta é bem aceitável e óbvia que mostrada pelas cartas.
      No final do livro a reflexão que fica e que já coloco aqui para todos começarem a pensar é "você é uma carta qualquer do baralho ou o curinga?". Só pelo fato de você refletir um pouco nessa pergunta, alguma chance de ser curinga você tem, mas não basta só querer, tem que fazer por merecer para ser o curinga tão raro na sociedade.

6 de setembro de 2011

'Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil", Leandro Narloch

Edição: 2
Editora: Leya
ISBN: 9788562936067
Ano: 2011
Páginas: 367
     Existe um esquema tão repetido para contar a história do Brasil, que basta misturar chavões, mudar datas ou nomes, e pronto. Você já pode passar em qualquer prova de história na escola. Nesse livro, o jornalista Leandro Narloch prefere adotar uma postura diferente ? que vai além dos mocinhos e bandidos tão conhecidos. Ele mesmo, logo no prefácio, avisa ao leitor: "Este livro não quer ser um falso estudo acadêmico, como o daqueles estudiosos, e sim uma provocação. Uma pequena coletânea de pesquisas históricas sérias, irritantes e desagradáveis, escolhidas com o objetivo de enfurecer um bom número de cidadãos." É verdade: esse guia enfurecerá muitas pessoas. Porém, é também verdade que a história, assim, fica muito mais interessante e saborosa para quem a lê.

    Você acredita em tudo que te contaram em aulas de história na escola ou até mesmo na faculdade? Então se prepare para ler esse livro, ele vai mudar completamente a sua visão do mundo depois que ler ele.

    Desde o lançamento desse livro tive vontade de ler ele, fiquei feliz por não ter comprado a primeira versão, essa segunda tem 63 páginas a mais de conteúdo e posso dizer que cada página é muito bem aproveitada nesse livro.

     Já começo elogiando o livro pela capa que tem o desenho de várias personalidades da história do Brasil e se você não souber quem é todo mundo na capa, sem problemas, na contracapa tem a sombra de todos eles com um número e em cima um quadrado identificando cada uma deles.

     O livro é muito bem elaborado, os textos nunca ocupam a página toda, sempre fica no canto direito ou esquerdo da página, o que facilita para o escritor colocar as observações e adendos no livro e também para as próprias anotações caso você tenha esse costume.

     No meio dos capítulos existem textos anexos em páginas pretas, normalmente esses são os que mais impressionam, pois não tem toda a história, é como que jogado na sua cara a falsidade que você ouviu toda a sua vida.

     A única crítica que eu realmente tenho sobre o livro é o Sumário que acho que poderia ser muito melhor explicativo para se localizar.

     Quando acabamos de ler o Guia a pergunta que não sai da cabeça é se já sabemos o que tem de errado nos livros teóricos das escolas, por que continuamos insistindo na mentira e iludindo as crianças do país? Fazendo com que acreditem em contos e fábulas. Afinal, eu preferia muito mais ter aprendido todas as novas descobertas na escola ao invés de saber só depois de velha que tudo no qual eu acreditava era mentira, apesar de que por mim, muitas coisas que tinha no livro eu já sabia por gostar de ler livros de história.

     Mas, tem um problema, você pode ler o livro e também não acreditar nele, preferir acreditar no que seus professores te falaram nas aulas, mas o Guia na verdade deveria ser leitura obrigatória e todas as apostilas modificadas, não deveria dar muito trabalho, será que não mudam por achar cômodo continuar na mentira do que arrumar?

     Não tem como ler esse livro sem fazer caras de surpresas ou até mesmo soltar expressões como "nossa" e coisas do tipo, a cada página temos uma surpresa nova, nomes que ouvimos e falamos muito e na verdade não sabíamos toda a verdade sobre ele.

     Se prepare para ser chocado e refletir muito sobre os seus pensamentos e até mesmo a sua atitude quando for ler esse livro.

     E pra finalizar a última frase do livro (espero que ela não faça algumas pessoas desistirem da leitura): "E viva o Brasil capitalista!".

5 de setembro de 2011

"Meu pai fala cada m*rda", Justin Halpern

Edição: 1
Editora: Sextante
ISBN: 9788575426227
Ano: 2010
Páginas: 144
     Aos 28 anos, depois de ser dispensado pela namorada, Justin Halpern volta a morar com o pai, Sam Halpern, de 73 anos. Na infância, Justin morria de medo dele, tão mal-humorado, direto e desbocado que beirava a grossura. Agora, já adulto, ele passa a admirar a mistura de franqueza e insanidade que caracteriza os comentários e a personalidade do pai, que considera 'sábio como Sócrates e até mesmo profético'. Disposto a registrar a sabedoria contida nas tiradas de Sam, Justin cria uma página no Twitter para reunir suas frases malucas e observações ridículas. A obra traça um retrato da relação pai e filho e aborda temas da vida - medo, amigos, estudo, namoro, esporte, família. 

     Na verdade, o livro se iniciou com o Twitter. Depois que o Justin Halpern teve que voltar a morar com seus pais, começou a publicar no micro blog as frases que ele dizia. Em pouco tempo a página cresceu com seguidores e ele começou a ser chamado para entrevistas, não foi muito difícil alguém também propor um livro.
      A história foi escrita com a ajuda de parentes próximos e se baseiam não em como é a vida dele com o pai depois de grande, mas fatos de sua infância que marcaram e mostraram como o pai dele é escrachado.
      Além de dar boas risadas enquanto lê, você também irá identificar o seu pai na história ou até mesmo a sua mãe. A minha avo disse que conseguiu ver ela mesma nas histórias o que tornava o livro mais divertido.
      A história não é continua, possibilitando que se leia os capítulos aleatoriamente, mas o bacana de seguir a ordem é que ele tentou seguir os anos de sua vida, de criança à adolescente e adulto.
      No final dos capítulos existem frases que o pai dele diria em alguma situação específica, nessas partes a semelhança com nossos pais se torna mais real ainda, porque é tirada de toda a história e fica somente e frase solta.
      É bom deixar bem claro que o pai do Halpern não é um ignorante que só fala besteira, ele é um cara que não mede as forças das palavras e não possui muita sensibilidade. Muitas das coisas mencionadas no livro são apenas pensando no melhor pelo filho, em todos os momentos ele sempre deseja o melhor para o Justin, mas não sabe exatamente como demonstrar.
      Um livro curto, descontraído e de fácil leitura, que vai te levar a rir alto e ter nostalgia de fatos que podem ter ocorrido de modo muito parecido com o seu pai ou sua mãe. Indicado para todas as idades com uma lição de vida que nem sempre a pessoa parecer rude quer dizer que ela não te ama ou não deseje o melhor para você, apenas que cada um tem o seu jeito de demonstrar o quanto você é importante na vida dela.

4 de setembro de 2011

"O Pacto", Joe Hill

Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788599296882
Ano: 2010
Páginas: 320
Tradutor: Bárbara Heliodora, Helen Potter Pessoa
     Ignatius Perrish sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida. Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade: Merrin é estuprada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro. Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres crescendo em suas têmporas. Descobre também algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seus pecados mais inconfessáveis. Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos estão contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seu irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora. Sozinho, sem ter aonde ir ou a quem recorrer, Ig vai descobrir que, quando as pessoas que você ama lhe viram as costas e sua vida se torna um inferno, ser o diabo não é tão mau assim.

     Seria muito bom se no mundo não existisse mentiras e as pessoas falassem tudo o que pensam, não seria? Ig não concordaria com essa frase, no livro O Pacto chifres crescem do dia para a noite em Perrish e as pessoas começam a agir de modo estranho, perguntando se deveriam fazer coisas absurdas e falando tudo que passava por suas cabeças.
      É por causa dos chifres também que muitos chegam a confessar a certeza de que ele é o assassino de sua namorada tão amada e não tendo o apoio de ninguém já que pela cabeça de todos só passava maldades em relação a qualquer coisa, até mesmo aos próprios filhos delas.
      O livro é cheio de ação e não temos quase nenhum momento para respirar, o que chama mais ainda a atenção para a história de modo que não temos vontade de fechar o livro e podemos acabar devorando ele rapidamente.
      Ig passa por poucas e boas por causa dos chifres, todos conseguem ver seus chifres mas não se assustam com isso, sempre agem de modo estranho e ele não sabe o que fazer para aquela tortura acabar e nem ao menos o motivo de ela ter começado, ele só lembra de um dia antes de tudo começar ele foi visitar o lugar em que Merrin tinha sido estuprada e assassinada.
      Ao mesmo tempo em que as pessoas não sentem vergonha em falar tudo que passa por suas cabeças, Ig também adquiri o poder de sempre ao encostar-se às pessoas descobrir tudo que elas fizeram em suas vidas, até mesmo os seus mais secretos segredos e esse poder vai ser de grande utilidade para entender todos os acontecimentos na sua vida no decorrer do último ano.
      Todos ao redor de Ig pedem autorização para fazerem coisas que não tem coragem, como se ele fosse um pai tomando conta de todos e muitas dessas coisas pedidas vêm de pessoas que Ig descobre não serem tão boas quanto ele imaginava e ele fica na dúvida se concede aos desejos delas fazendo tanto mal a elas quanto fizeram a outros ou se mantém tudo do jeito que está.
      Apesar de Ig no decorrer do livro ir se transformando no próprio diabo, não tem como não simpatizar com ele por tudo que ele passa na história e por seu caráter. O livro é ótimo e vai deixar todos os leitores tensos para descobrir o porque de chifres surgirem na cabeça de uma pessoa do nada.
     Duas coisas que são importantes de se falar. Primeiro, que capa é essa? Se a ideia foi de colocar um tridente, foi completamente errada, isso parece mais um garfo. Segundo, por que mudar o título do livro? No original o nome é Chifres que tem muito mais a ver com a história, não existe pacto, acho que isso é bom avisar para não criar falsa esperança, isso não é spoiler e sim desiludir os leitores.

3 de setembro de 2011

"O Guardião", Dean Koontz

Edição: 1
Editora: BestBolso
ISBN: 857799158X
Ano: 2010
Páginas: 434
Tradutor: Aulyde Soares Rodrigues
     Laura Shane é uma jovem mãe atribulada por incidentes, traumas e lembranças ruins de passagens por reformatórios para crianças orfãs. Desde o nascimento, ela é acompanhada por um estranho que sempre aparece em meio a tempestades para salva-la da aflição. O destino da moça depende das viagens que esse seu anjo da guarda faz no tempo. A travessia de anjo pela Estrada do Relâmpago é o resultado de pesquisas desenvolvidas nos anos 40. Os primeiros crononautas haviam descoberto um meio de cruzar a Estrada do tempo, projetando-se nos futuros anos 80 e retornando a sua própria época. É, desse modo, até mesmo a história do século poderá ser reescrita se algo não for feito contra os inimigos de Laura Shane.
O apelo de O Guardião corre por conta da tentativa de casar os fãs do terror com os da ficção científica. A bem urdida trama em torno da máquina do tempo convive com os macetes do suspense.
Stephan, o anjo que vem do passado interferir na vida de Laura, realiza cálculos bastantes complexos para vir dos anos 40 aos dias atuais e fazer o percurso inverso. Como é iniciante no uso da máquina, precisa descobrir o que se pode ou não se pode alterar no passado de cada um e da própria história política do mundo. Para agrado do leitor de Koontz, Stephan é perseguido nos dias de hoje por inimigos do passado que põem em risco a vida de Laura Shane. Os viajantes do tempo podem quase tudo; por exemplo, alterar o futuro que é plástico e mutável. Com base nesse paradoxo, a própria história da última grande guerra poderia ser reescrita.


     O Guardião foi um livro que assim que li a sinopse fiquei morrendo de vontade de ler, além de ser ficção, envolve um suspense muito bem elaborado e que nos deixa sem ar na leitura.
A história é sobre a Laura que parece ser a pessoa mais exarada do mundo, sempre algum empecilho aparece na vida dela, mas isso não é problema porque sempre nos piores momentos aparece o seu anjo da guarda e a salva de qualquer coisa ruim que a cercar.
      Mais de metade do livro ficamos pensando que poderia ser esse guardião, ele é mesmo um anjo que trabalha muito bem para protegê-la ou existe alguma coisa por trás de tudo isso já que ele parece nunca envelhecer?
      Eu ainda não conhecia o Dean Koontz, mas com certeza depois de ler esse livro temos vontade de conhecer toda a sua obra e assim que tiver oportunidade quero pega-los.
      Para algumas pessoas o começo pode ser considerado chato, não tem muita ação e conta mais a vida da Laura, todos os encontros que ela teve com seu guardião e tudo que ela passou, não foi uma vida fácil, mas ela sempre lutava pelos seus objetivos e tem muito sucesso. Apesar de todos os desastres que a cercam ela também não perde a capacidade de amar.
      No final do livro quando a Laura precisa ser forte para enfrentar o que a espera, ela demonstra uma força difícil de encontrar em pessoas comuns, mas ela tinha muito conhecimento e isso a ajudou a não se perder no desespero.
      Existe uma personagem no livro que tira um pouco de toda a tensão que passamos, a Thelma que deseja ser comediante e vive tendo as idéias mais malucas possíveis mas que também será muito importante para a Laura conseguir passar pelas coisas ruins que a perseguem.
      Normalmente em livros que existe viagem do tempo pode acontecer de existir algumas falhas, mas não no Guardião, em certo momento Stephan, o anjo de Laura, explica como tudo funciona, mas não vou contar isso que seria spoiller, mas é uma idéia bem montada e interessante.
      Apesar de o livro ter os dois estilos mais predominantes, pode-se dizer que ele possui uma pitada de todos os gêneros literários e com isso também atraindo um publico maior, mas se não gostar de suspense que é o que mais predomina no livro é um problema, agora se você se interessa pelo menos um pouco por suspense, não perca tempo e procure ler esse livro.
      Bem, um livro que eu esperava ser bom mas me surpreendeu do começo ao fim, me deixou presa nas páginas e se tornou um dos meus livros favoritos que já tenha lido e um dos melhores do ano, isso se não for o melhor.

2 de setembro de 2011

"A Janela de Overton", Glenn Beck

Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788563219350
Ano: 2011
Páginas: 384
Tradutor: Renato Marques de Oliveira
     Um plano para destruir a America, há centenas de anos sendo planejado, está prestes a ser colocado em prática. Uma poderosa técnica chamada Overton Window que pode modificar nossas vidas, nossas leis e nosso futuro. Ela funciona manipulando a percepção pública para que nossas ideias pensadas anteriormente pareçam ser radicalmente aceitas. Mude a Janela e mude o debate. Mude o debate e mude o país. Para Noah Gardner, um executivo de Relações Públicas com 20 e poucos anos, é seguro dizer que a teoria política é a única coisa em sua mente. Inteligente, solteiro, bonito e isolado dos problemas do mundo com a riqueza e o poder de seu pai, Noah é muito mais preocupado com o futuro de sua vida social do que o futuro de seu país. Mas tudo isso muda quando Noah encontra Molly Ross, uma mulher que é consumida pelo conhecimento de que a América que conhecemos está prestes a ser perdida para sempre. Ela e seu grupo de patriotas se comprometeram a recordar o passado e lutar por um futuro, mas Noah, convencido de que são apenas teorias de conspiração erradas, não está interessado em emprestar suas habilidades consideráveis para a sua causa. E, então, o mundo muda. Um ataque sem precedentes sobre o solo dos E.U.A. sacode o país para o núcleo e coloca em movimento um plano assustador, décadas sendo formulado, para transformar a America e demonizar todos os que se interpõem NO caminho. Em meio ao caos, muitos não sabem a diferença entre a teoria da conspiração e conspiração realidade ou, mais importante, em qual lado lutar.Mas para Noah, a escolha é clara: Expor o plano, revelando os conspiradores por trás dele, é a única maneira de salvar tanto a mulher que ele ama quanto sua liberdade. 

     Confesso que quando li a sinopse da Janela de Overton e descobri que o escritor é jornalista assim como eu, fiquei muito empolgada em ler logo o livro e assim que chegou em casa comecei a ler. Mas no final acabei me decepcionando um pouco, mas só um pouco.
      O livro é muito interessante, fala de um tema utilizado não só por mídias mas também por governos tentando fazer com que aceitemos ideias que antes de todo o planejamento seria impossível pensarmos que um dia veríamos o fato com naturalidade. Esse fato é explicado melhor no livro e não vou contar aqui para não dar spoiler.
      Decepcionei-me um pouco com o livro porque achei que ele seria mais emocionante e na verdade acabou sendo um livro bem calmo de se ler, a não ser nos últimos capítulos que nos empolgamos e queremos saber logo como tudo acaba.
      A Janela de Overton é o tipo de livro para pessoas que se interessam por política, não basta apenas gostar de teorias da conspiração, tem que de certo modo entender bem as várias vertentes da política e pessoas importantes nesse meio nos Estados Unidos, pois o livro se passa lá.
      O fato de eu não ter me empolgado tanto com o livro pode ser porque se passou em outro país com fatos que de certo modo não influenciaram muito a nossa vida aqui, mas que para as pessoas de lá foram grandes coisas a demonstradas no livro mas nem sempre com a atenção que era devida para os acontecimentos.
      Uma coisa que ninguém pode deixar de ler do livro é o Posfácio, apesar de não ter relação direta com a história foi o capítulo que mais me empolgou e com certeza o qual vai aguçar a vontade de todos os leitores a prestarem mais atenção no que acontece no seu país e no mundo.
      Apesar de o livro não ter sido tudo que eu esperava, é um livro que não pode ser deixado de lado, tem que ser lido e por diversos fatos. Por abrir nossos olhos e acrescentar conhecimento de um modo agradável são só dois dos fatores, você pode não saber nada de política e como funcionam diversos sistemas, mas A Janela de Overton vai abrir o seu apetite por descobrir mais sobre tudo que encontrar e até mais do que tem disponível no livro.

1 de setembro de 2011

"Quando ela se foi", Harlan Coben

Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 8580410118
Ano: 2011
Páginas: 256
      Um dos autores mais premiados e lidos no mundo, Harlan Coben traz uma nova história com o carismático Myron Bolitar em uma busca frenética por três continentes. Dez anos atrás, Myron Bolitar e Terese Collins fugiram juntos para uma ilha. Durante três semanas, eles se entregaram um ao outro sem pensar no amanhã. Depois disso, eles se reencontraram apenas uma vez, quando Terese ajudou Myron a salvar seu filho. E ela foi embora, sem deixar vestígios.Agora, no meio da madrugada,ela telefona:“Venha para Paris.” Terese pede a ajuda de Myron para localizar o ex-marido, Rick Collins, que telefonara depois de anos implorando que ela o encontrasse em Paris. Eles logo descobrem que Rick foi assassinado e queTerese é a principal suspeita do crime. Mas algo ainda mais atordoante é revelado: perto do corpo havia longos fios de cabelo louros e uma mancha de sangue que o exame de DNA revelou pertencer à filha do casal. Só que sua única filha morrera em um acidente de carro muitos anos antes. Logo Myron se vê perseguido nas ruas de Paris e de Londres. As agências de segurança de quatro países parecem querer as mesmas informações de que ele precisa para desvendar a morte de Rick e o destino da filha que Terese pensava ter perdido para sempre. Em uma busca desesperada, Harlan Coben cria um mundo de armadilhas imprevisíveis em que conflitos religiosos, política internacional e pesquisas genéticas se mesclam a amizade, perdão e a chance de um novo começo.

     Este foi o primeiro livro de Harlan Coben que eu li e não esperava nada do que eu realmente li dentro do livro.
     No começo da história temos a impressão de que a trama será mais uma de romance conturbado e cheio de idas e vinda, mas essa impressão fica apenas pouco tempo.
     Quando ela se foi é um suspense policial que prende nossos olhos do começo ao fim, é um livro cheio de reviravoltas e surpresas, por diversas vezes sentimos vontade de entrar na história e falar ao Myron o que ele deve fazer ou tomar alguma atitude para mudar todo o fluxo.
     Uma coisa muito interessante é que o livro nos dá tempo de respirar, em certos momentos pensamos que tudo está resolvido e o resto será apenas o fechamento de tudo, mas não, quando menos esperamos um fato novo surge e não conseguimos acreditar na existência de alguém tão azarado como ele, sempre que pode acontecer alguma coisa errada ele está envolvido.
      Além de ser uma trama policial, temos o fato de no assassinato do marido de Terese ter sido encontrado o DNA de sua filha, mas ela faleceu a muito tempo em um acidente de carro, como isso é possível? Para melhorar a situação, Myron tem a impressão de estar sendo seguido por uma menina loira muito parecida com Terese em sua postura, quem será ela? A filha dela realmente morreu no acidente ou existiu alguma conspiração por trás de tudo?
      O livro é muito instigante, ficamos nos fazendo essas perguntas e muitas outras por todas as páginas que seguem, queremos loucamente saber qual será o fim de toda essa confusão e torcendo para que o Myron consiga ter um pouco de sorte e parar de se meter em situações inusitadas.
      Quando ela se foi é um livro excelente que atende, provavelmente, as expectativas de qualquer pessoa, não deixa a desejar em nenhum momento, uma história cheia de surpresas e reviravoltas surpreendentes.

31 de agosto de 2011

"Fahrenheit 451", Ray Bradbury

Edição: 1
Editora: Globo
ISBN: 8525037249
Ano: 2003
Páginas: 215
Tradutor: Cid Knipel

     Imagine uma época em que os livro configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros - profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, anestesiada por informações triviais, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem "famílias" com as quais se podem dialogar, como se estas fossem de fato reais. Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus "parentes televisivos", enquanto ele trabalha arduamente para comprar-lhe a tão sonhada quarta parede de TV. Sua vida vazia é transformada, porém, quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória. "Fahrenheit 451" é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.
      A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. Fahrenheit 451 é dividido em três partes: A lareira e a salamandra, A peneira e a areia e O clarão resplandecente. O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura. Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos, ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred. Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e com os cidadãos. A partir daí, o protagonista tenta mudar a sociedade e encontrar sua felicidade.



     Fahrenheit 451 é um clássico da distopia escrito por Ray Bradbury e fala de uma sociedade em que os livros são proibidos, além disso, quando se encontra um exemplar ele é queimado pelos bombeiros que ao invés de combater, produzem incêndios.
     Para quem é apaixonado pela leitura chega a ser completamente absurdo que eles sejam proibidos e queimados, mas conforme a história decorre, é explicado o porquê de isso ter chegado a esse ponto e nos mostra exatamente como a sociedade viveria se isso acontecesse.
     Normalmente as distopias clássicas são atemporais, qualquer época em que ela é lida, conseguimos identificar que a história poderia acontecer nos dias de hoje, isso torna o livro mais interessante e atrativo.
     No geral, os livros de Bradbury são sci-fi e nesse só existe um elemento desse gênero, o Sabujo, um cão que fareja pessoas que possuem livros e as denuncia, isso pode desagradar um pouco os fãs dele, mas mesmo assim a história é fantástica.
     Os diálogos são ótimos e bem elaborados, mas em compensação a narrativa deixa um pouco a desejar por dois motivos, o primeiro é que ela enrola demais e o segundo é a repetição de palavras. Muitos escritores usam o recurso da repetição, mas isso pode confundir a leitura e fazer com que nos perdemos na história.
     Muitas vezes no decorrer do livro pode acontecer de você não entender o que aconteceu e como chegou naquele ponto da trama, é preciso voltar um pouco e ler com mais calma para entender o que ocorre. Devido à lentidão da narrativa acabamos nos distraindo e perdendo o ponto em que toda a história começa.
     Montag, o personagem principal de Fahrenheit, é uma pessoa muito fácil de ser influenciada, geralmente as pessoas demoram um pouco para se revoltar contra o sistema, não com ele, é muito rápida a mudança dele de opinião sobre o sistema de governo da sociedade em que vive e ele se questiona pouco sobre as mudanças, isso incomoda um pouco.
     Apesar da repetição e da lentidão, o livro é pouco detalhista, talvez se tivesse mais detalhes na trama não sentiríamos que o personagem é tão fraco em suas convicções.
     Pode parecer, falando desse jeito, que o livro é ruim, mas é completamente o contrário. Fahrenheit 451 é um livro que deve constar na lista de livros a serem lidos, ele faz analisarmos (como todas as outras distopias) o mundo em que vivemos e o que pode acontecer se não tentarmos mudar algumas coisas. Além disso, o livro é de leitura rápida e prende o leitor apesar dos defeitos apontados.
     Assim como mostra no final do livro, não podemos nos deixar levar pela maioria, devemos ser firmes no que acreditamos. Não existe isso de que uma pessoa não pode mudar o mundo, pode sim e é preciso que se tente de tudo para mostrar aos outros as suas ideias e não deixar elas abandonadas ou escondidas em um sótão.

4 de abril de 2011

E-readers X Livros Tradicionais

    
     Desde o lançamento do primeiro livro digital, a dúvida de se os e-readers substituíram os livros tradicionais assombra todos os leitores, editoras e escritores.
     Não tem como negar que a compra de um e-reader tem algumas vantagens como poder carregar muitos e muitos livros dentro da bolsa em um único equipamento bem leve, mas os livros digitais vendidos em livrarias brasileiras ainda são tão caros como livros de papel e os vendidos em lojas como a da Kindle só possuem versões em inglês o que dificulta para as pessoas que não sabem a língua.
     Mas esses "brinquedinhos" continuam a cada dia que passa atraindo mais a atenção de leitores compulsivos e se adaptando as vontades dos mesmos, tanto que hoje já conseguimos achar e-reader com telas coloridas, o que era impossível no início já que elas eram só em preto e branco.
     Com toda essa tecnologia a disposição dos consumidores não é pra menos pensar que os livros tradicionais sairão de circulação e tudo passará para o virtual, mas mesmo depois de alguns anos que o e-reader chegou ao Brasil percebemos que o medo de o papel sumir não precisa ser tão grande. As pessoas que gostavam de livros continuam comprando mesmo se comprarem um leitor de livros digitais.
     A diferença agora é que quando as pessoas vão sair, para não carregar o peso de livros grossos, acabam usando os equipamentos, mas mesmo assim gostam de em sua casa ter uma estante cheia dos livros que leram caso as pessoas forem apaixonadas mesmo por leitura. (não acredito que alguém que não goste de ler compre um Kindle)
     Já foi bastante mencionado que as vantagens de um e-reader é que ele é compacto, ocupa pouco espaço, é leve e é capaz de armazenar centenas de livros, mas então qual a vantagem de ler um livro de papel?
     Muitos leitores ainda preferem o livro de papel pela sensação de virar a página, sentir o cheiro do livro e até mesmo o peso de um livro é bem reconfortante para alguns. Além disso, algumas pessoas tem dificuldade de se concentrar em telas e sentem muita fadiga. E isso não acontece só com pessoas que tem o costuma de leitura a muito tempo, muitos dos novos bookaholics também não ficam confortáveis com a idéia de utilizar completamente ou em partes os e-readers.
     Aparentemente os livros tradicionais não vão sumir tão rápido assim do mercado, tanto por causa dos preços absurdo dos e-books no Brasil como também pelo prazer de manusear o papel.


Escolhendo o seu E-reader


      Se você é uma das pessoas que desde o lançamento do Kindle morre de vontade de ter um leitor de livros precisa saber de algumas coisinhas para escolher bem o seu equipamento.
     Procure alguém que já tem aquele modelo e marca para verificar a qualidade e se a pessoa está satisfeita, hoje em dia com a internet é muito mais fácil achar reclamações ou até mesmo elogios a algum produto, então pesquise bem.
     Verifique quais os formatos que ele lê, para não criar complicações com os arquivos que você já tiver ou for comprar, alguns dos e-readers não são habilitados a ler epub ou até mesmo pdf.
     Os aparelhos podem ter funções adicionais além da leitura, saiba que se utilizar mais de uma função ao mesmo tempo a bateria durará bem menos do que o vendedor diz.
     Existem dois tipos de telas utilizadas no e-readers, uma é o famoso e-ink e a outra é a tela de TFT. O e-ink é o que mais se assemelha a papel dando pouquissimo cansaço nos olhos e ainda é possível a sua leitura no sol, mas se você tem a mania de ler na cama antes de dormir ele não irá dispensar o abajur. Como ele produz pouca luminosidade pode dificultar a leitura em lugares escuros ou fazer com que você force a vista. Já o TFT é um tipo de LCD feito com finas películas e que cansa muito menos a vista do que as telas normais de computador mas algumas pessoas ainda podem sentir cansaço na vista, a vantagem do TFT é a sua leitura no escuro, mas no sol pode ser um pouco difícil de ser ler apesar de a tela não fazer reflexo.
     Alguns possuem a tela touch e não acho isso uma boa. Se você já teve um celular touch já percebeu que os nossos dedos sujam muito a tela e acredito que o mesmo ocorra em e-readers, o que deve dificultar e muito a leitura.
     Concluindo a discução sobre e-readers X livros tradicionais: independente de você ter gostado ou não da idéia de ter um leitor de livros eletrônicos não importa, você pode ler por eles, por tablets ou os livros tradicionais que não faz diferença, o importante é manter o hábito da leitura, enriquecer seu conhecimento e se divertir.

19 de janeiro de 2011

Livro: Filmar o Real

Conhecendo o documentário brasileiro



Quando pegamos o livro Filmar o Real não podemos esperar achar dicas de como fazer o mesmo. O livro dá dicas de documentários brasileiros e avalia as mudanças entre eles.

Para quem gosta de documentário e tem interesse em saber as mudanças que tivemos no país nesse gênero conforme os anos é uma ótima dica.

Além disso o final do livro conta com uma lista vasta de documentários que a autora aconselha.

O livro poderia ser mais extenso e explicando melhor o estilo de cada filme demonstrado mas a autora preferiu analisar vários conforme os anos para mostrar qual foi o foco principal de cada ano.

Se ela optasse por escolher mais os filmes recentes e analisar como os documentários são feitos atualmente seria mais útil para estudantes e pessoas que desejam fazer um documentário, mas não foi essa a escolha.

Aconselho a todos que tem interesse pela cultura do país e como ela é transmitida nos filmes comprar esse livro que é muito fácil de se ler e bem curto.

4 de maio de 2010

BRASIL: PAÍS DA MEDIOCRIDADE VIRTUAL

Esse artigo pretende expor como a internet é utilizada no país e a mediocridade dos internautas, já que o Brasil é o 9º quando se fala em mais pessoas conectadas na internet no mundo, com 67,5 milhões de usuários, e fica em média 48,26 horas por mês conectado. Do tempo on-line apenas 2,4% é dedicado a conteúdos noticiosos e 60% desse tempo é para redes sociais como o Orkut, que é o que mais possuí usuários brasileiros (71% são do Brasil), e para produtos da Microsoft, como o MSN.

Para o Ciro Marcondes Filho, no livro Suberciber: A civilização místico-tecnológica do século 21, a cibercultura faz com que se tenha “uma visão do mundo pequena, intelectualmente pobre e simplória”, com conteúdos fragmentados, genéricos e sem crítica [p.11]. Ou seja, quanto mais simples melhor para o internauta, ele não acessa a internet para absorver conteúdo, 29% dos acessos são voltados para a diversão, e quando o faz é da forma mais simples possível.

O internauta vive em um mundo em que não precisa fazer qualquer reflexão, não tem vontade de pensar, apenas se entreter em frente ao computador.

Marcondes ainda afirma que o problema da cibercultura é que os internautas dão mais valor a fenômenos isolados, um bom exemplo disso é o caso da aluna da Uniban, Geisy Arruda, que ganhou uma dimensão imensa na internet por ter ido com uma minissaia para a faculdade e sido escoltada por policias devido à alunos que a provocaram, esse caso isolado foi tão valorizado que acabou indo para a mídia televisiva e para as revistas.

Os fenômenos isolados entram no efeito borboleta comentado pelo Marcondes em que não se pode prever o crescimento de um fato quando publicado na internet, qualquer coisa por mais insignificante que seja pode criar dimensões imensas.

O homem se desliga do mundo e cria um mundo particular, não conseguindo romper as barreiras e mudar o que hoje é a cibercultura, se acostumando e acomodando-se nesse contexto virtual já estabelecido.

Para o Marcondes o homem usa a internet como válvula de escape do mundo real, criando várias personalidades, tanto em site de relacionamentos como em chats, com a idéia de que se multiplicando pode estar presente em todos os lugares e dominar tudo, o que explica os diversos perfis fakes (falsos) que encontramos nas redes sociais. É a capacidade do homem de poder se expor sem mostrar quem ele realmente é, criando várias máscaras para si mesmo.

O fato de a internet ser usada como escape do real é fácil de identificar só de entrar nas comunidades mais freqüentadas do orkut como por exemplo: “Me trata bem... Ou fica sem” (320.221 membros), “Eu não me acho, eu sou MESMO!” (768.416 membros), “Amanhã tem PROVA,e EU no Orkut” (704.273 membros). Esses são apenas alguns exemplos que além de mostrar a vontade de fuga mostra também a valorização de si, criando um mundo social simulado do que pode ser o real, fazendo com que os internautas vivam em mundos de fantasia perfeitos para eles.

O maior motivo dessa mediocridade e falta de interesse dos internautas pode ser pelo fato de que 63,5% deles sejam menores que 35 anos, dos quais 25,8% são menores de 25 anos. Ou seja, o causador do problema pode ser que a falta de pessoas mais velhas na internet faça com que as coisas mais simples dominem a internet.

As palavras mais pesquisadas em 2009 no Google foram: orkut, youtube, hotmail, baixaki, yahoo, globo, uol, tradutor, jogos e msn. Ao menos o portal UOl aparece nas pesquisas, mas não podemos esquecer que a UOL é o portal com mais acessos por causa de seus chats. Nem ao menos o Wikipédia (enciclopédia on-line feita pelos próprios usuários) aparece nas palavras mais pesquisadas, apenas coisas que se usam no dia-a-dia e que deveriam servir só para as horas vagas e não como o principal na internet.

O site da Google é o mais visitado no país o que de todo não é ruim, apesar de o Orkut e o Youtube pertencerem a ele. A Google possuí muitas ferramentas úteis para os internautas, como livros, notícias, grupos de discussão e até mesmo trabalhos acadêmicos, isso sem contar com as buscas que pode ser sobre tudo mesmo.
Apesar de terem acontecido terem acontecidos diversas coisas em 2009, como a crise financeira mundial e a gripe suína, quase nada sobre os assuntos foi pesquisado no Google, como sempre ele foi utilizado para aumentar cada vez mais a mediocridade do país.

Como já foi mencionado, a Wikipédia é uma enciclopédia virtual mas apesar disso a mediocridade não deixa nem ela escapar. As palavras mais pesquisadas nela em fevereiro de 2010 foram: Big Brother Brasil, Clube de Regatas do Flamengo, Viver a Vida (telenovela), Rede Globo, Santos Futebol Clube, Sismo do Chile de 2010, Lady Gaga, Sport Club Corinthians Paulista, Alma Gêmea. Analisando esses dados percebemos que a única coisa que realmente de notícia que interessou aos usuários foi o terremoto que ocorreu no Chile no início do ano, o restante das pesquisas chega a ser absurdo comparado com a quantidade de artigos (560 235 páginas de conteúdo) que a enciclopédia possuí sobre todos os tipos de assunto, além de que o Brasil é o oitavo colocado em artigos publicados no Wikipédia.

Concluímos então que a Wikipédia apesar de só vir aumentando os seus índices de audiência no Brasil ainda é necessário que os usuários saibam do quanto ela pode oferecer, o que só seria possível se eles deixassem de ser medíocres e se interessassem mais não só em descobrir o que acontece no mundo, mas também aprender sobre coisas novas.

Mas nem tudo na internet pode ser considerado tão absurdo assim. Muitas pessoas usam a internet para procurar emprego e os índices crescem muito para essa utilidade, de janeiro para fevereiro de 2010 o crescimento foi de 5,6% em sites relacionados a carreiras, mas os sites de relacionamento continuaram sendo os com maiores índices de audiência.

Não podemos culpar de todo os internautas com essa mediocridade que não tem como negar que ela existe.Os portais de notícias não conseguem fazer com que eles se sintam imersos em seu conteúdo, para Luciana Moherdaui a falta de hipertextualidade é um dos fatores. Ela faz com que o leitor queira saber mais sobre as coisas clicando em diversos links que levam a mais informação. Um bom exemplo de hipertextualidade é o Wikipédia que no decorrer dos textos utiliza de vários links para outros artigos para melhorar a compreensão.

O problema do uso da hipertextualidade é que muitos leitores se perdem, clicam nas palavras que desejam saber mais e acabam não lendo todo o texto, ficam com informações compactadas e incompletas.

O que começa a aparecer agora e que já ajuda muito na vontade dos internautas para lerem notícias é a interatividade que vai desde a capacidade de poder comentar as notícias como também enviar suas próprias notícias. Grandes portais já adotam essas interatividade e criam até grupos de discussão ou enquetes que chamam a atenção e fazem o usuário ser absorvido pelas notícias.

Mas esses dois elementos ainda não bastam para chamar a atenção e fazer com que os internautas dispensem um pouco do tempo do Orkut para acessar as notícias. Antes de tudo precisa-se entender a linguagem da web, os grandes portais ainda fazem notícias grandes que o leitor não tem paciência para ler tudo e acaba deixando de lado as notícias. As notícias de web têm que ser curtas e divididas em partes para facilitar a leitura. Caso o internauta se interesse pelas notícias ele provavelmente vai clicar em um link que a matéria contenha para saber mais sobre o conteúdo.

Outro fato importante a ser observado é que quase 25% dos internautas são menores de 25 anos, a falta de interesse por conteúdos noticiosos pode muito bem vir pela falta de incentivo dos pais para que os jovens se mantenham informados, consumo conteúdo e não fiquem apenas em coisas que não acrescentam nada na maior parte do tempo que eles ficam na internet.

A internet tem de tudo para ser a melhor ferramenta para divulgação de notícias e de conteúdos, mas não basta ela só ter a função de ser a mais rápida e mais prática para o usuário, o internauta tem que querer usufruir tudo que ele pode disponibilizar. Que não é o que acontece.

O homem se acomodou com a situação de a internet ser só distração, a válvula de escape, aquele momento em que ele quer se desligar do mundo e se divertir, mas é melhor todos os internautas começarem a pensar no quão medíocre isso os torna.
Os usuários da internet são pessoas vazias, sem senso crítico e sem conteúdo, porque se importam mais com conversas que não levam a lugar nenhum do que tentar fazer alguma coisa que acrescente em suas vidas e podendo até acrescentar na vida dos demais.

Precisamos de incentivo, não só dos portais de notícias mas principalmente dos pais que não influenciam os seus filhos a se interessarem pelo mundo que os cerca.

Caso nada seja feito o futuro será um país cada vez mais medíocre e com mais pessoas medíocres, fazendo até nos perguntar se o futuro do mundo não é a mediocridade ser a que vai predominar.

14 de março de 2009

Bem vindo ao futuro

Alguém já parou para pensar em como evoluimos cada vez mais rápido?

Imagina o quanto tudo isso é assustador para pessoas de 60 anos verem como o mundo está.

Você consegue pensar em como podemos evoluir mais? Se existe ainda o que fazer para melhorar nossas vidas?

O mundo foi transformado quase que completamente em uma coisa cibernética, tudo se liga por computadores, podemos viver dentro de um computador, fazer amizades, ter brigas e até namoros virtuais.

Existem controvérsias se a internet afasta ou faz as pessoas ficarem mais unidas. Acredito que as duas coisas, porque com ela conhecemos pessoas do mundo todo, criamos vinculos inacreditaveis, mas muita vezes isso é uma relação de certo modo fria, sem contato humano, já que não sai da frente da tela em sua maior parte.

Mas tuda essa evolução que digo não é somente a internet, pela TV conseguimos até ver noticiarios do mundo todo, com atrasos de segundos somente. Sabemos quase tudo que acontece pelo mundo em tempo real.

Quem é que consegue filtrar tudo que acontece no mundo? Ninguém. Temos diversos canais e materiais na internet para que alimentemos nosso conhecimento e nos atualizemos, só que isso não é bem aproveitado, todos preferem verificar seus e-mails vendo apresentações de powerpoint, entrando no orkut e conversando no msn.

Ainda não sabemos como aproveitar toda essa tecnologia que está nas nossas mãos, somos seres preguiçosos, que achamos que basta ler o título de uma matéria ou o resumo do dia e nos sentimos completamente atualizados.

Sentimos preguiça de pensar, queremos que tudo cai nas nossas mãos prontos, sem que precisemos analisar para formar nossa opnião sobre o assunto.

Isso é um erro que vem desde a infância. Acredito que o método de ensino que existe no mundo é completamente desatualizado, passamos anos e anos estudando coisas que muitas vezes depois de escolhermos nossa profissão serão esquecidas, ou seja, serão anos e anos gastos pra nada.]

Não basta o método de ensino, o jeito que avaliamos é um absurdo, provas não são um tipo de avaliação. Muitas pessoas ficam nervosas e não conseguem se lembrar de nada em provas, por mais que tenham estudado por horas e horas, se o certo é saber o que aprendemos e absorvemos no tempo de aulas, poderia-se ter avaliações em que escrevessemos tudo que aprendemos e até fazer ligações entre elas, avaliar com trabalhos e coisas do tipo.

Infelizmente por causa dessa nova tecnologia que temos em mãos e que ainda não aprendemos a usar, os trabalhos escolares e universitários viram cópias de internet, alunos tem preguiça de pensar, preguiça de ler e fazer seus próprio textos e acabamos por ter pessoas que nem ao mesmo conseguem formar opiniões concretas sobre certos assuntos, perdemos o poder de argumentação.

Vamos atrofiando cada vez mais nossos cérebros, não lendo nem ao menos um livro em nossas vidas, mudando de canal quando vemos alguma cultura na TV, não indo em museus, indo no cinema somente para ver explosões ou rir e não para ver um filme em que vamos pensar e ainda argumentamos falando que nossa vida já é muito difícil, que temos que pensar muito e que vamos no cinema só para se divertir.

Cada ano que passa nos tornamos mais deprezíveis. Vemos filmes que falam de séculos atrás e achamos um absurdo alguns tipos de violências que existiam, como execusões em praças públicas em que todo iam assistir e comemoravam. Na verdade não mudamos nada, gostamos de ver o outro sofrer, vamos no cinema para ver pessoas morrendo e sempre que acontece algum acidente paramos para ver se alguém morreu. O ser humano é malvado por natureza e vemos isso até em crianças quando elas puxam o cabelo uma das outras e vemos aquela cara de satisfação por o outro ta sentindo dor.

Quanto mais evoluimos, mais caotico o mundo fica e ainda tenho que ouvir a palavrinha globalização, isso não existe e nunca vai existir, infelizes dos que acreditam que é possível isso algum dia no mundo.

Temos tudo de que precisamos em nossas mãos, coisas por muitas vezes inuteis, inventamos tranqueiras atrás de tranqueiras pra que no final não precisemos fazer nada, tirando que queremos que tudo, mas tudo mesmo seja rápido e fácil, talvez toda essa facilidade que existe no mundo que fez com que a porcentagem de obesos seja maior do que pessoas passando fome.

Você conhece alguém feliz? Alguém realmente feliz? Isso não existe, o número de pessoas depressivas cresce mais e mais a cada ano, as pessoas se sentem pressionadas, isoladas e alumas entram em depressão até pela grandeza da atenção que recebem. Além de só sabemos reclamar de tudo que acontece a nossa volta, mas mesmo assim, nos acostumamos e acomodamos.

Seria bom pensarmos um pouco se esse é realmente o futuro que desejamos, se o modo como estamos agindo e vivendo nossas vidas está correto. Em como deixaremos o mundo para os nossos filhos, não só por isso de tecnologias e facilidades que tanto desejamos, não só por essa falta de intelectualidade que domina, e sim também por causa do nosso meio ambiente, não darei uma de ambientalista aqui, mas o mundo ta morrendo, estamos no matando aos poucos, como viciados em alguma droga, nos matando pedacinho por pedacinho, acabando com nossas vidas, não sabendo aproveitar as oportunidades que temos em nossas mãos.

Aproveitemos mais toda essa tecnologia que possuimos com mais inteligencia, aproveitemos mais as coisas simples da vida.

Veja o sol se pôr, olhe um pouco pro céu, preste atenção no vento, nas árvores e nos animais, esqueça um pouco toda essa loucura que vivemos e dê um pouco de valor ao que temos fora do que nós criamos, o que sempre existiu.

E principalmente analise como você está vivendo sua vida.