3 de setembro de 2011

"O Guardião", Dean Koontz

Edição: 1
Editora: BestBolso
ISBN: 857799158X
Ano: 2010
Páginas: 434
Tradutor: Aulyde Soares Rodrigues
     Laura Shane é uma jovem mãe atribulada por incidentes, traumas e lembranças ruins de passagens por reformatórios para crianças orfãs. Desde o nascimento, ela é acompanhada por um estranho que sempre aparece em meio a tempestades para salva-la da aflição. O destino da moça depende das viagens que esse seu anjo da guarda faz no tempo. A travessia de anjo pela Estrada do Relâmpago é o resultado de pesquisas desenvolvidas nos anos 40. Os primeiros crononautas haviam descoberto um meio de cruzar a Estrada do tempo, projetando-se nos futuros anos 80 e retornando a sua própria época. É, desse modo, até mesmo a história do século poderá ser reescrita se algo não for feito contra os inimigos de Laura Shane.
O apelo de O Guardião corre por conta da tentativa de casar os fãs do terror com os da ficção científica. A bem urdida trama em torno da máquina do tempo convive com os macetes do suspense.
Stephan, o anjo que vem do passado interferir na vida de Laura, realiza cálculos bastantes complexos para vir dos anos 40 aos dias atuais e fazer o percurso inverso. Como é iniciante no uso da máquina, precisa descobrir o que se pode ou não se pode alterar no passado de cada um e da própria história política do mundo. Para agrado do leitor de Koontz, Stephan é perseguido nos dias de hoje por inimigos do passado que põem em risco a vida de Laura Shane. Os viajantes do tempo podem quase tudo; por exemplo, alterar o futuro que é plástico e mutável. Com base nesse paradoxo, a própria história da última grande guerra poderia ser reescrita.


     O Guardião foi um livro que assim que li a sinopse fiquei morrendo de vontade de ler, além de ser ficção, envolve um suspense muito bem elaborado e que nos deixa sem ar na leitura.
A história é sobre a Laura que parece ser a pessoa mais exarada do mundo, sempre algum empecilho aparece na vida dela, mas isso não é problema porque sempre nos piores momentos aparece o seu anjo da guarda e a salva de qualquer coisa ruim que a cercar.
      Mais de metade do livro ficamos pensando que poderia ser esse guardião, ele é mesmo um anjo que trabalha muito bem para protegê-la ou existe alguma coisa por trás de tudo isso já que ele parece nunca envelhecer?
      Eu ainda não conhecia o Dean Koontz, mas com certeza depois de ler esse livro temos vontade de conhecer toda a sua obra e assim que tiver oportunidade quero pega-los.
      Para algumas pessoas o começo pode ser considerado chato, não tem muita ação e conta mais a vida da Laura, todos os encontros que ela teve com seu guardião e tudo que ela passou, não foi uma vida fácil, mas ela sempre lutava pelos seus objetivos e tem muito sucesso. Apesar de todos os desastres que a cercam ela também não perde a capacidade de amar.
      No final do livro quando a Laura precisa ser forte para enfrentar o que a espera, ela demonstra uma força difícil de encontrar em pessoas comuns, mas ela tinha muito conhecimento e isso a ajudou a não se perder no desespero.
      Existe uma personagem no livro que tira um pouco de toda a tensão que passamos, a Thelma que deseja ser comediante e vive tendo as idéias mais malucas possíveis mas que também será muito importante para a Laura conseguir passar pelas coisas ruins que a perseguem.
      Normalmente em livros que existe viagem do tempo pode acontecer de existir algumas falhas, mas não no Guardião, em certo momento Stephan, o anjo de Laura, explica como tudo funciona, mas não vou contar isso que seria spoiller, mas é uma idéia bem montada e interessante.
      Apesar de o livro ter os dois estilos mais predominantes, pode-se dizer que ele possui uma pitada de todos os gêneros literários e com isso também atraindo um publico maior, mas se não gostar de suspense que é o que mais predomina no livro é um problema, agora se você se interessa pelo menos um pouco por suspense, não perca tempo e procure ler esse livro.
      Bem, um livro que eu esperava ser bom mas me surpreendeu do começo ao fim, me deixou presa nas páginas e se tornou um dos meus livros favoritos que já tenha lido e um dos melhores do ano, isso se não for o melhor.

2 de setembro de 2011

"A Janela de Overton", Glenn Beck

Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788563219350
Ano: 2011
Páginas: 384
Tradutor: Renato Marques de Oliveira
     Um plano para destruir a America, há centenas de anos sendo planejado, está prestes a ser colocado em prática. Uma poderosa técnica chamada Overton Window que pode modificar nossas vidas, nossas leis e nosso futuro. Ela funciona manipulando a percepção pública para que nossas ideias pensadas anteriormente pareçam ser radicalmente aceitas. Mude a Janela e mude o debate. Mude o debate e mude o país. Para Noah Gardner, um executivo de Relações Públicas com 20 e poucos anos, é seguro dizer que a teoria política é a única coisa em sua mente. Inteligente, solteiro, bonito e isolado dos problemas do mundo com a riqueza e o poder de seu pai, Noah é muito mais preocupado com o futuro de sua vida social do que o futuro de seu país. Mas tudo isso muda quando Noah encontra Molly Ross, uma mulher que é consumida pelo conhecimento de que a América que conhecemos está prestes a ser perdida para sempre. Ela e seu grupo de patriotas se comprometeram a recordar o passado e lutar por um futuro, mas Noah, convencido de que são apenas teorias de conspiração erradas, não está interessado em emprestar suas habilidades consideráveis para a sua causa. E, então, o mundo muda. Um ataque sem precedentes sobre o solo dos E.U.A. sacode o país para o núcleo e coloca em movimento um plano assustador, décadas sendo formulado, para transformar a America e demonizar todos os que se interpõem NO caminho. Em meio ao caos, muitos não sabem a diferença entre a teoria da conspiração e conspiração realidade ou, mais importante, em qual lado lutar.Mas para Noah, a escolha é clara: Expor o plano, revelando os conspiradores por trás dele, é a única maneira de salvar tanto a mulher que ele ama quanto sua liberdade. 

     Confesso que quando li a sinopse da Janela de Overton e descobri que o escritor é jornalista assim como eu, fiquei muito empolgada em ler logo o livro e assim que chegou em casa comecei a ler. Mas no final acabei me decepcionando um pouco, mas só um pouco.
      O livro é muito interessante, fala de um tema utilizado não só por mídias mas também por governos tentando fazer com que aceitemos ideias que antes de todo o planejamento seria impossível pensarmos que um dia veríamos o fato com naturalidade. Esse fato é explicado melhor no livro e não vou contar aqui para não dar spoiler.
      Decepcionei-me um pouco com o livro porque achei que ele seria mais emocionante e na verdade acabou sendo um livro bem calmo de se ler, a não ser nos últimos capítulos que nos empolgamos e queremos saber logo como tudo acaba.
      A Janela de Overton é o tipo de livro para pessoas que se interessam por política, não basta apenas gostar de teorias da conspiração, tem que de certo modo entender bem as várias vertentes da política e pessoas importantes nesse meio nos Estados Unidos, pois o livro se passa lá.
      O fato de eu não ter me empolgado tanto com o livro pode ser porque se passou em outro país com fatos que de certo modo não influenciaram muito a nossa vida aqui, mas que para as pessoas de lá foram grandes coisas a demonstradas no livro mas nem sempre com a atenção que era devida para os acontecimentos.
      Uma coisa que ninguém pode deixar de ler do livro é o Posfácio, apesar de não ter relação direta com a história foi o capítulo que mais me empolgou e com certeza o qual vai aguçar a vontade de todos os leitores a prestarem mais atenção no que acontece no seu país e no mundo.
      Apesar de o livro não ter sido tudo que eu esperava, é um livro que não pode ser deixado de lado, tem que ser lido e por diversos fatos. Por abrir nossos olhos e acrescentar conhecimento de um modo agradável são só dois dos fatores, você pode não saber nada de política e como funcionam diversos sistemas, mas A Janela de Overton vai abrir o seu apetite por descobrir mais sobre tudo que encontrar e até mais do que tem disponível no livro.

1 de setembro de 2011

"Quando ela se foi", Harlan Coben

Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 8580410118
Ano: 2011
Páginas: 256
      Um dos autores mais premiados e lidos no mundo, Harlan Coben traz uma nova história com o carismático Myron Bolitar em uma busca frenética por três continentes. Dez anos atrás, Myron Bolitar e Terese Collins fugiram juntos para uma ilha. Durante três semanas, eles se entregaram um ao outro sem pensar no amanhã. Depois disso, eles se reencontraram apenas uma vez, quando Terese ajudou Myron a salvar seu filho. E ela foi embora, sem deixar vestígios.Agora, no meio da madrugada,ela telefona:“Venha para Paris.” Terese pede a ajuda de Myron para localizar o ex-marido, Rick Collins, que telefonara depois de anos implorando que ela o encontrasse em Paris. Eles logo descobrem que Rick foi assassinado e queTerese é a principal suspeita do crime. Mas algo ainda mais atordoante é revelado: perto do corpo havia longos fios de cabelo louros e uma mancha de sangue que o exame de DNA revelou pertencer à filha do casal. Só que sua única filha morrera em um acidente de carro muitos anos antes. Logo Myron se vê perseguido nas ruas de Paris e de Londres. As agências de segurança de quatro países parecem querer as mesmas informações de que ele precisa para desvendar a morte de Rick e o destino da filha que Terese pensava ter perdido para sempre. Em uma busca desesperada, Harlan Coben cria um mundo de armadilhas imprevisíveis em que conflitos religiosos, política internacional e pesquisas genéticas se mesclam a amizade, perdão e a chance de um novo começo.

     Este foi o primeiro livro de Harlan Coben que eu li e não esperava nada do que eu realmente li dentro do livro.
     No começo da história temos a impressão de que a trama será mais uma de romance conturbado e cheio de idas e vinda, mas essa impressão fica apenas pouco tempo.
     Quando ela se foi é um suspense policial que prende nossos olhos do começo ao fim, é um livro cheio de reviravoltas e surpresas, por diversas vezes sentimos vontade de entrar na história e falar ao Myron o que ele deve fazer ou tomar alguma atitude para mudar todo o fluxo.
     Uma coisa muito interessante é que o livro nos dá tempo de respirar, em certos momentos pensamos que tudo está resolvido e o resto será apenas o fechamento de tudo, mas não, quando menos esperamos um fato novo surge e não conseguimos acreditar na existência de alguém tão azarado como ele, sempre que pode acontecer alguma coisa errada ele está envolvido.
      Além de ser uma trama policial, temos o fato de no assassinato do marido de Terese ter sido encontrado o DNA de sua filha, mas ela faleceu a muito tempo em um acidente de carro, como isso é possível? Para melhorar a situação, Myron tem a impressão de estar sendo seguido por uma menina loira muito parecida com Terese em sua postura, quem será ela? A filha dela realmente morreu no acidente ou existiu alguma conspiração por trás de tudo?
      O livro é muito instigante, ficamos nos fazendo essas perguntas e muitas outras por todas as páginas que seguem, queremos loucamente saber qual será o fim de toda essa confusão e torcendo para que o Myron consiga ter um pouco de sorte e parar de se meter em situações inusitadas.
      Quando ela se foi é um livro excelente que atende, provavelmente, as expectativas de qualquer pessoa, não deixa a desejar em nenhum momento, uma história cheia de surpresas e reviravoltas surpreendentes.

31 de agosto de 2011

"Fahrenheit 451", Ray Bradbury

Edição: 1
Editora: Globo
ISBN: 8525037249
Ano: 2003
Páginas: 215
Tradutor: Cid Knipel

     Imagine uma época em que os livro configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros - profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, anestesiada por informações triviais, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem "famílias" com as quais se podem dialogar, como se estas fossem de fato reais. Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus "parentes televisivos", enquanto ele trabalha arduamente para comprar-lhe a tão sonhada quarta parede de TV. Sua vida vazia é transformada, porém, quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória. "Fahrenheit 451" é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.
      A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. Fahrenheit 451 é dividido em três partes: A lareira e a salamandra, A peneira e a areia e O clarão resplandecente. O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura. Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos, ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred. Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e com os cidadãos. A partir daí, o protagonista tenta mudar a sociedade e encontrar sua felicidade.



     Fahrenheit 451 é um clássico da distopia escrito por Ray Bradbury e fala de uma sociedade em que os livros são proibidos, além disso, quando se encontra um exemplar ele é queimado pelos bombeiros que ao invés de combater, produzem incêndios.
     Para quem é apaixonado pela leitura chega a ser completamente absurdo que eles sejam proibidos e queimados, mas conforme a história decorre, é explicado o porquê de isso ter chegado a esse ponto e nos mostra exatamente como a sociedade viveria se isso acontecesse.
     Normalmente as distopias clássicas são atemporais, qualquer época em que ela é lida, conseguimos identificar que a história poderia acontecer nos dias de hoje, isso torna o livro mais interessante e atrativo.
     No geral, os livros de Bradbury são sci-fi e nesse só existe um elemento desse gênero, o Sabujo, um cão que fareja pessoas que possuem livros e as denuncia, isso pode desagradar um pouco os fãs dele, mas mesmo assim a história é fantástica.
     Os diálogos são ótimos e bem elaborados, mas em compensação a narrativa deixa um pouco a desejar por dois motivos, o primeiro é que ela enrola demais e o segundo é a repetição de palavras. Muitos escritores usam o recurso da repetição, mas isso pode confundir a leitura e fazer com que nos perdemos na história.
     Muitas vezes no decorrer do livro pode acontecer de você não entender o que aconteceu e como chegou naquele ponto da trama, é preciso voltar um pouco e ler com mais calma para entender o que ocorre. Devido à lentidão da narrativa acabamos nos distraindo e perdendo o ponto em que toda a história começa.
     Montag, o personagem principal de Fahrenheit, é uma pessoa muito fácil de ser influenciada, geralmente as pessoas demoram um pouco para se revoltar contra o sistema, não com ele, é muito rápida a mudança dele de opinião sobre o sistema de governo da sociedade em que vive e ele se questiona pouco sobre as mudanças, isso incomoda um pouco.
     Apesar da repetição e da lentidão, o livro é pouco detalhista, talvez se tivesse mais detalhes na trama não sentiríamos que o personagem é tão fraco em suas convicções.
     Pode parecer, falando desse jeito, que o livro é ruim, mas é completamente o contrário. Fahrenheit 451 é um livro que deve constar na lista de livros a serem lidos, ele faz analisarmos (como todas as outras distopias) o mundo em que vivemos e o que pode acontecer se não tentarmos mudar algumas coisas. Além disso, o livro é de leitura rápida e prende o leitor apesar dos defeitos apontados.
     Assim como mostra no final do livro, não podemos nos deixar levar pela maioria, devemos ser firmes no que acreditamos. Não existe isso de que uma pessoa não pode mudar o mundo, pode sim e é preciso que se tente de tudo para mostrar aos outros as suas ideias e não deixar elas abandonadas ou escondidas em um sótão.

4 de abril de 2011

E-readers X Livros Tradicionais

    
     Desde o lançamento do primeiro livro digital, a dúvida de se os e-readers substituíram os livros tradicionais assombra todos os leitores, editoras e escritores.
     Não tem como negar que a compra de um e-reader tem algumas vantagens como poder carregar muitos e muitos livros dentro da bolsa em um único equipamento bem leve, mas os livros digitais vendidos em livrarias brasileiras ainda são tão caros como livros de papel e os vendidos em lojas como a da Kindle só possuem versões em inglês o que dificulta para as pessoas que não sabem a língua.
     Mas esses "brinquedinhos" continuam a cada dia que passa atraindo mais a atenção de leitores compulsivos e se adaptando as vontades dos mesmos, tanto que hoje já conseguimos achar e-reader com telas coloridas, o que era impossível no início já que elas eram só em preto e branco.
     Com toda essa tecnologia a disposição dos consumidores não é pra menos pensar que os livros tradicionais sairão de circulação e tudo passará para o virtual, mas mesmo depois de alguns anos que o e-reader chegou ao Brasil percebemos que o medo de o papel sumir não precisa ser tão grande. As pessoas que gostavam de livros continuam comprando mesmo se comprarem um leitor de livros digitais.
     A diferença agora é que quando as pessoas vão sair, para não carregar o peso de livros grossos, acabam usando os equipamentos, mas mesmo assim gostam de em sua casa ter uma estante cheia dos livros que leram caso as pessoas forem apaixonadas mesmo por leitura. (não acredito que alguém que não goste de ler compre um Kindle)
     Já foi bastante mencionado que as vantagens de um e-reader é que ele é compacto, ocupa pouco espaço, é leve e é capaz de armazenar centenas de livros, mas então qual a vantagem de ler um livro de papel?
     Muitos leitores ainda preferem o livro de papel pela sensação de virar a página, sentir o cheiro do livro e até mesmo o peso de um livro é bem reconfortante para alguns. Além disso, algumas pessoas tem dificuldade de se concentrar em telas e sentem muita fadiga. E isso não acontece só com pessoas que tem o costuma de leitura a muito tempo, muitos dos novos bookaholics também não ficam confortáveis com a idéia de utilizar completamente ou em partes os e-readers.
     Aparentemente os livros tradicionais não vão sumir tão rápido assim do mercado, tanto por causa dos preços absurdo dos e-books no Brasil como também pelo prazer de manusear o papel.


Escolhendo o seu E-reader


      Se você é uma das pessoas que desde o lançamento do Kindle morre de vontade de ter um leitor de livros precisa saber de algumas coisinhas para escolher bem o seu equipamento.
     Procure alguém que já tem aquele modelo e marca para verificar a qualidade e se a pessoa está satisfeita, hoje em dia com a internet é muito mais fácil achar reclamações ou até mesmo elogios a algum produto, então pesquise bem.
     Verifique quais os formatos que ele lê, para não criar complicações com os arquivos que você já tiver ou for comprar, alguns dos e-readers não são habilitados a ler epub ou até mesmo pdf.
     Os aparelhos podem ter funções adicionais além da leitura, saiba que se utilizar mais de uma função ao mesmo tempo a bateria durará bem menos do que o vendedor diz.
     Existem dois tipos de telas utilizadas no e-readers, uma é o famoso e-ink e a outra é a tela de TFT. O e-ink é o que mais se assemelha a papel dando pouquissimo cansaço nos olhos e ainda é possível a sua leitura no sol, mas se você tem a mania de ler na cama antes de dormir ele não irá dispensar o abajur. Como ele produz pouca luminosidade pode dificultar a leitura em lugares escuros ou fazer com que você force a vista. Já o TFT é um tipo de LCD feito com finas películas e que cansa muito menos a vista do que as telas normais de computador mas algumas pessoas ainda podem sentir cansaço na vista, a vantagem do TFT é a sua leitura no escuro, mas no sol pode ser um pouco difícil de ser ler apesar de a tela não fazer reflexo.
     Alguns possuem a tela touch e não acho isso uma boa. Se você já teve um celular touch já percebeu que os nossos dedos sujam muito a tela e acredito que o mesmo ocorra em e-readers, o que deve dificultar e muito a leitura.
     Concluindo a discução sobre e-readers X livros tradicionais: independente de você ter gostado ou não da idéia de ter um leitor de livros eletrônicos não importa, você pode ler por eles, por tablets ou os livros tradicionais que não faz diferença, o importante é manter o hábito da leitura, enriquecer seu conhecimento e se divertir.